Música

segunda-feira, 6 de março de 2017

Um pouco de mim...Palavras do coração, fotos que significam vida.



POR ONDE E DE ONDE VENS NÃO DEFINE PARA ONDE VAIS...

E para onde vou eu?...Num mundo de incertezas o meu trilho da vida continua uma incógnita, neste universo tresloucado da sociedade moderna tento viver lentamente a correria diária do cotidiano, neste planeta doente onde procuro o meu lugar e onde diariamente tento obter respostas para a sacramental questão...Para onde vou?
Refugiando-me na calmaria silenciosa das montanhas procuro uma resposta, procuro um sinal que me guie, procuro novos objetivos numa vida onde conquistei tudo o que queria, é certo que muito também perdi mas foi nas perdas que descobri como viver em paz, como viver a minha verdadeira essência, descobri o verdadeiro "eu", aquele "eu" que sempre viveu em mim, hoje sou mais genuíno e verdadeiro, hoje sou aquela pessoa que bem lá no fundo sempre soube que era.
Gosto de dizer que sou livre e adoro a minha liberdade, adoro acima de tudo os meus filhos, eles são a minha vida, eles estão acima de tudo, acima das minhas vontades, acima da minha liberdade, adoro a montanha mas também adoro o mar...adoro a minha solidão mas também adoro a partilha, adoro a amizade sincera e o companheirismo, adoro ter as minha vontades, adoro fazer o que quero e bem me apetece e gosto de dizer que faço sempre o que quero e bem me apetece mas...nem sempre é assim.
Podia definir a montanha como a minha religião mas como não crente talvez a defina como o meu refúgio espiritual e emocional, como o meu bastião de liberdade, venero a montanha pela sua grandiosidade e simplicidade, pela sua complexidade e rusticidade, pelo tanto que me dá por tão pouco que me pede, a montanha só pede que eu a respeito e em troca oferece-me uma infinidade de sentimentos, uma infinidade de recordações, uma infinidade de momentos, momentos eternos.
Poderei por vezes parecer distante, poderei por vezes parecer alheado de tudo e afastado de todos, momentos há em que venero a minha solidão e nem sempre acolho quem tenta se aproximar, sei que por vezes invento mil e uma desculpas para justificar o meu alheamento, para justificar o meu distanciamento, para justificar muitas outras coisas, tenho consciência disso mesmo e só peço que não me julguem, não conhecem a minha história, as minhas vivências, o meu passado...
Sei que passo a passo e num misto de revolta e saudade vou superando e cicatrizando as minhas feridas, feridas profundas, feridas visíveis e eternas que irão viver para sempre comigo.
Hoje já não tenho nem quero provar nada a ninguém, vivo em paz com a minha consciência, memórias obscuras ainda me atormentam mas não passam disso mesmo, memórias...
Quando olho para o passado sentindo o hoje, com a experiência que tenho, percebo que tudo podia e deveria ter sido diferente, mas apesar de todas as tempestades e naufrágios, ficou em mim o essencial e o verdadeiro...
Perguntas-me qual foi o meu progresso?...Comecei a ser amigo de mim mesmo, comecei a gostar mais de mim e a desfrutar mais da minha companhia, adoro a minha companhia mas nunca deixei de acreditar em grandes amizades porque continuo a tê-las, continuo a acreditar no amor porque já o vivi e na medida do possível continuo a vive-los, talvez a minha maneira de estar e ser demonstre precisamente o contrário, talvez não tenha tentado mudar a minha forma de estar na vida, talvez nada queira mudar...Não sei!
Este é um Blogue sobre a minha atividade na montanha mas por um qualquer motivo que desconheço estou para aqui a divagar sobre assuntos que nem sei o que me levou a abordá-los, juro que estou sóbrio e juro que estou neste preciso momento a pensar em apagar tudo e em não publicar coisa alguma, acho que já escrevi demais e vou ficar por aqui antes que me arrependa...
Por vezes algo tão banal como uma música pode ter um efeito transformador na tua personalidade e na tua forma de viver a vida, deixo-vos umas frases de "Society", uma música de "Eddie Vedder" do álbum "Into the Wild", banda sonora do filme com o mesmo nome, o filme da minha vida.
Não só esta música como todas as outras e principalmente o filme conjugado com esta fabulosa banda sonora tiveram um efeito de acordar algo que sempre viveu dentro de mim.
O que sou hoje?
Como já disse numas linhas deste texto, hoje sou o verdadeiro eu, o que sempre fui, hoje sou a pessoa que bem lá no fundo sempre soube que era.
Dizem que o nos define é o que alcançamos, não penso assim, acho que o que nos define é o que alcançamos depois da queda...E como diz uma bem conhecida música "I'm still alive"

"SOCIETY"

"É um mistério para mim, possuímos uma avareza com a qual concordamos, e quando queres mais do que precisas, não serás livre até que tenhas tudo.
Sociedade és uma espécie louca, espero que não te sintas sozinha sem mim..."

OBS: Esta publicação será atualizada sempre que possível, infelizmente todas as minhas fotos antigas desapareceram, ficam as lembranças doutros tempos mais irracionais...


































































































































































































































































































Serra da Estrela (1991)




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